sábado, 26 de novembro de 2011

ESPANHA 2 - BARCELONA

INTRODUÇÃO

Barcelona, uma cidade mediterrânea e cosmopolita,  tem tudo para entreter e agradar você por muito tempo: uma arquitetura arrojada, design de vanguarda, uma gastronomia renomada para os paladares mais simples e sofisticados, além de uma intensa vida noturna e eventos culturais de peso. Esse cenário de inovação e beleza colocam Barcelona entre as dez mais visitadas cidades do mundo (2006. Forbes).

Foto 1 -  As torres da Catedral da Sagrada Família – ícone e símbolo de Barcelona, uma das mais grandiosas obras de Gaudi. O mestre criou um templo de grande verticalidade para que se destacasse e fosse vísivel de qualquer ponto da cidade.
Ao fazer essa postagem sobre Barcelona, me vi diante de um grande desafio como arquiteta e urbanista: apresentar um lugar marcado profundamente por uma arquitetura admirável e inovadora sem utilizar  linguagem e conceitos técnicos de minha profissão.  Bem, procurei o equilíbrio, uma vez que é uma tarefa quase impossível  falar de um sonho ou de um imaginário, sem utilizar o repertório “entranhado” por minha formação acadêmica. Em todo o caso, tentei perceber Barcelona como um usuário, um turista que aprecia sua deslumbrante/instigante paisagem, onde  a harmonia e a beleza entre o construído e a natureza reforça a forte identidade do catalão e a sua rica cultura, forjadas por uma história marcada por grandes lutas e desafios para construir uma nação independente.

Foto 3 - A inovadora revitalização da beira-mar, impulsionada pelas Olimpíadas de 1992 (Rambla del Mar).
Barcelona transformou-se na vanguarda do urbanismo, da arquitetura e do design, a partir de experiências criativas e inovadoras aplicadas em seu próprio território – um laboratório dos grandes mestres, que enriqueceram e consolidaram a identidade de uma paisagem que atrai e fascina os amantes da beleza.


INFORMAÇÕES TURÍSTICAS E ORIENTAÇÕES


Começe visitando o Centro de Informações Turísticas que fica semi-enterrado na base do Monumento a Colombo – Mirador de Colom, final das Ramblas, no encontro com o Mediterrâneo. Lá você encontra  todas as informações e uma grande variedade de material sobre passeios, transportes e eventos. Os passeios por mar e visitas ao litoral também podem ser adquiridos em frente ao monumento, na orla.
Aproveite e suba (tem elevador) na Torre de mais de 60 metros de altura para se orientar em Barcelona e apreciar belíssimas paisagens da cidade.


Foto 4– Monumento a Colombo, o grande navegador que aqui retornou depois do descobrimento das Américas.
  
Las Ramblas é um bom referencial para se orientar, no sentido beira-mar – interior: à direita a Ciutat Vella, e à esquerda o bairro do Raval (oeste). Ao longe, na direção oeste, o L’Eixample e,  mais além, o Parc Guell próximo à borda do Serra de Collserola – Monte Tibidabo. Na beira-mar, em direção ao noroeste: Barceloneta,  Vila Olímpica e Praias. Ao  sudoeste: o Montjuic, a estação marítima e o porto. A seguir apresento uma sequência de vistas obtidas do Mirador à Colom.
Foto 5 – Vista 1 do alto do Mirador de Colombo – Las Ramblas (oeste).

Foto 6 - Vista 2 do alto do Mirador de Colombo – Ronda del Litoral em direção à Barceloneta e Vila Olímpica (noroeste).
Foto 7 - Vista 3 do alto do Mirador de Colombo – Rambla del Mar para o Maremagnum (leste).
Foto 8 - Vista 4 do alto do Mirador de Colombo – Porto ativo (sudoeste).
Foto 9 – Vista 5 do alto do Mirador de Colombo – Montjuic (sudoeste).


Para o planejamento e mais informações sobre sua visita à Barcelona consulte: www.barcelonaturisme.com ,  www.barcelona.com .

O site oficial de Barcelona: http://www.bcn.cat/.

Para visitar os 7 museus mais importantes de Barcelona, vale a pena adquirir o Articket BCN vendido nos centros de informação turística. Consulte: www.articketbcn.org. Custa 25 euros. Vale por 6 meses e inclui a visita das exposições temporárias e permanentes (ver lista de museus incluídos no ítem MUSEUS EM BARCELONA).
Foto 10– O Museu Miró – que abriga o maior acervo de um dos grandes escultores e pintores da Catalunha – Juan Miró.

Para transporte e descontos em passeios e museus: www.barcelonacard.com .
O aeroporto El Prat fica relativamente perto, cerca de 13 km, da área central de Barcelona. O taxi custa, em média, 30 euros para atingir a Praça da Catalunya (principal ponto de conexões na cidade). Cobra-se por número de malas. De trem, o trajeto dura cerca de 25 minutos até a Estació Sants, com conexão de metrô. O aerobus leva cerca de 40 minutos até a Praça da Catalunya (ver outras paradas).
Barcelona é muito bem servida de transportes. O sistema tarifário é integrado (Transport  Metropolitans de Barcelona). No entanto, as distâncias na área histórica (onde estão a maioria das atrações) são facilmente percorridas a pé, com exceção do Parque Guell e a subida para o Monjuic (que pode ter a volta no teleférico (até a Praia de San Sebastian). Para ter uma idéia, o percurso da orla do Mediterrâneo (Port Vell)  até o sopé do Monte Tibidabo levaria 1 hora e meia a pé.
O custo do ticket de transporte (tarjeta de transport) por 2 dias é de 11,50 euros e por 5 dias é de 25,00 euros.
Endereços úteis para o transporte: www.renfe.es  (trem),    www.tmb.net   (metro).

MUSEUS EM BARCELONA
Destaco alguns museus que merecem uma visita, participantes da lista do Barcelona Card. Este cartão  oferece facilidades, além de descontos (ver endereço em informações).
 No Raval: o Centro de Arte Contemporânea de Barcelona – CCCB organiza eventos que incluem música, cinema, dança, performance e outras expressões artísticas (http://www.cccb.org/ca/) e o MACBA foi desenhado por Richard Meier (http://www.macba.cat/controller.php ). Ambos são próximos.
Em Montjuic: O MNCA – Museu Nacional  d’Art de  Calalunya, no Palau Nacional de Montjuic, e a Fundação Joan Miró.
O museu Picasso, no El Born, é imperdível. No Bairro de L’Eixample: Casa de La Pedrera (Casa Milá) do Mestre Gaudi e a Fundació Antoni Tapies.
Os 7 museus, acima listados, estão comtemplados pelo ARTICKET BCN.


A LISTA DOS MEUS MELHORES EM BARCELONA
Aperitivos: Tapas
Comida: Paella e Parrelada do Set Puertas
Bebida: Sangria com Cavas em um dos restaurantes de La Barceloneta
Passeio: Las Ramblas
Museu: Picasso
Experiência arquitetônica: Casa Pedrera (Mila) e Parc Guell
Lugar para observar a deslumbrante vista:Transbordador Aeri Monte e Escultura de Colombo


Foto 11 – O Parc Guell projetado por Gaudi – Um passeio inesquecível.

ARTE E ARQUITETURA EM BARCELONA

O Modernismo/Art Noveau  (movimento artístico e arquitetônico da segunda metade do século 19 e início do século 20) foi um estilo que se harmonizou com a prosperidade e a valorização da identidade e da cultura catalã, destacando o gosto pela cor, forma e exuberância estética, que definem o temperamento catalão expresso pelos grandes artistas. Picasso (andaluz) iniciou sua carreira em Barcelona, Joan Miró, Salvador Dali e Antoni Tapies (todos catalãos) também enriqueceram a cidade com suas obras, antes de serem reconhecidos mundialmente. Há uma grande concentração de museus e galerias (não só para quem ama a arte contemporânea e moderna) que satisfazem todos os interesses.

Foto 12- Uma exposição das obras de Dali, gênio do surrealismo e cidadão catalão.


Ildefonso Cerdà, o grande urbanista, planejou a expansão de Barcelona, hoje L’Eixample, além dos muros da cidade antiga (1854 - 1865), lançando as bases do urbanismo como ciência. Entre os arquitetos, destacam-se: Gaudi, Lluís Domènech i Montaner, Josep Maria Jujol i Gibert, Josep Puig i Cadafalch e Enric Sagnier.
Gaudi é o grande expoente da arquitetura moderna e criou um estilo próprio, escultórico e exuberante, projetando formas fantásticas e estruturas complexas. Em suas obras são utilizados mosaicos em diferentes cores, vitrais e ferro forjado.
Gaudi utiliza formas e linha curvas e orgânicas, inspiradas na natureza. Para ele: “(...) se a natureza é um feito do Criador e as formas arquiteturais derivam da natureza, isto significa que o trabalho do Criador estará sendo continuado”.
Foto 13 - As formas e linhas curvas e orgânicas na CASA BATLLO – representativa obra de Gaudi

São 7 os patrimônios mundiais considerados pela UNESCO em Barcelona: Park Guell, Templo da Sagrada Família, Casa Milà “La Pedrera”, Casa Vicens, Cripta Colonia Guell, Palau de la Musica Catalana e Hospital de Sant Pau.

GASTRONOMIA EM BARCELONA

Famosa como destino gastronômico, Barcelona sempre disputa o título de capital européia da boa mesa. O visitante pode escolher desde restaurantes sofisticados de grandes mestres a bares de tapas, além de lojas de alimentos (muito antigas), chocolaterias e enotecas. Na culinária catalã utilizam-se frutos do mar com muita frequência, em lanches, entradas e aperitivos, geralmente em abundância e preparados de uma maneira muito simples. Logo, acompanham ou formam parte do prato, seja à base de legumes, cereais,  peixe ou também os de carne - mar i muntanya.
Foto 14 - Peixes no Mercat La Boqueria – uma grande variedade de frutos do mar frescos que tornam deliciosa a cozinha catalã.

A cozinha de Barcelona é considerada caseira, criativa e com tradição de preparo demorado. Ela utiliza produtos locais, frescos, da estação e de ótima qualidade.
A Catalunha também tem uma tradição vinícola reconhecida, em que se destacam os espumantes: cavas. Vale também experimentar o ratafia, um licor que pode ser de pêssego, cereja ou amêndoas.
No Porto Olímpico (Port Olimpic), há muitas opções de restaurantes no Moll del Gregal. Experimentei na La fonda del Port Olimpic deliciosos frutos do mar (os pratos são grandes).
Set Portes – As paellas são os pratos mais tradicionais desta casa, fundada em 1836. Para acompanhamento, sugiro uma escalivada (tipo de conserva com hortaliças mediterrâneas cozidas e temperadas no azeite). Situado no Bairro El Born – Passeig D’Isabel.
Ao longo das Ramblas, os restaurantes oferecem mesas no calçadão central e servem petiscos: tapas e paellas.
As deliciosas "tapas" espanholas são “tira-gostos” que podem ser servidos frios ou quentes, antes das refeições ou até mesmo substituí-las. As tapas incluem desde conservas e marinados até embutidos e queijos variados, frutos do mar, peixes em conserva ou empanados, tomates, ovos, pimentões e cogumelos recheados, acrescentados de diversos molhos. São encontradas em todo o lugar na Espanha e em Barcelona existem muitos bares especializados. Atenção, porque existem tapas sem garantia de qualidade.

MERCAT DE LA BOQUERIA
Um dos maiores mercados de alimentos da Espanha – um paraíso gastronômico (1840). Mais de 300 bancas oferecem frutas, peixes, cogumelos, especiarias e outras delícias do mar Mediterrâneo.
Foto 15 – La Boqueria – Um paraíso gastronômico e um dos maiores mercados de alimentos na Espanha.

O Mercado da Boqueria é uma ótima opção gastronômica. Lugar inundado de cheiros e sabores, para se deliciar a comida catalã: Lagostins, frutos do mar em geral, jamons, codornas, tapas, etc.
Foto 16 - O tradicional Jamon no Mercat La Boqueria.
Os mais conhecidos do mercado são o Bar Pinotxo e o El Quim de La Boqueria – sempre cheios de clientes. Oferece muitas opções para café da manhã e almoço.
Foto 17 – Vários bares oferecem a comida tradicional catalã no Mercat La Boqueria –como o Bar Pinotxo e El Quim.

COMPRAS EM BARCELONA
Barcelona oferece uma grande variedade de produtos em antiguidades e obras de arte, moda e acessórios, lojas para gourmets, artigos de couro, etc. O elegante Passeig de Gràcia abriga algumas das vitrines mais caras e badaladas da Espanha e a Diagonal oferece móveis sofisticados e artigos de moda. Na Ciutat Vella: na Ferrán e ruas próximas estão lojas de moda jovem e na região de El Born e Barri Gotic espalham-se as pequenas butiques  e o varejo mais criativo, além de lojas para gourmet. Pequenas lojas de lembranças e artesanato situam-se também nessa região. Aprecio os pequenos objetos de porcelana: incrivelmente minuciosos (representações dos monumentos e esculturas dos arquitetos modernistas).
Foto 18 – Loja típica de artesanato com uma grande variedade de objetos de porcelana e artesanato. Difícil de escolher!

UM ROTEIRO  DE VISITAS E ATRAÇÕES EM BARCELONA

1.       CIUTAT VELLA E A BARCELONA MEDIEVAL E GÓTICA
Compreende o coração da cidade medieval. Até o século 19, o distrito da cidade  compreendia o Barri Gòtic, La Ribera, La Rambla e El Raval (oposto a La Rambla)
Famoso por seus monumentos históricos, ruas estreitas e uma atmosfera de boemia. Hoje, galerias, antiquários, livrarias, restaurantes e lojas criativas agregam mais interesse à área.
Foto 19 – Ciutat Vella, em Barcelona, a parte medieval e gótica da cidade com ruas estreitas e uma atmosfera encantadora.

BARRI GOTIC
Até a metade do século 19, este bairro era delimitado pelas muralhas da cidade – contendo o centro histórico e político de Barcelona. São atrativos na área: a catedral gótica (iniciada no século 13), que abriga a cripta de Santa Eulália, a Plaça del Rei, com edificações que faziam parte da residência dos reis da Catalunha, como o Palau Reial Major (sec. 11). A plaça de Sant Jaume é a sede política, onde estão, frente a frente, os palácios do Governo local (Prefeitura) e do Governo Catalão (Palau de la Generalitat). Outros pontos de interesse: a Plaça del Pi, com a igreja de Santa Maria del Pi (um dos exemplos representativos da arquitetura religiosa gótica catalã) e o Museu d’História Barcelona (uma jornada através de 2 mil anos de história da cidade), onde, no passeio pela parte subterrânea, podem ser vistas as fundações de Barcino (a Barcelona romana).
Foto 20 – Casario preservado no Barri Gótic - cheio de recantos e surpresas.

Caminhando pelas ruas estreitas, cheias de recantos e surpresas, fiquei impressionada com a vitalidade e conservação da ambiência histórica - um exemplo a ser seguido. Parte das muralhas pode ainda ser vista em alguns pontos do bairro.
Foto 21 – A magnífica catedral gótica de Barcelona.

Foto 22 – Remanescentes da época medieval encontram-se no entorno da Catedral de Barcelona.
Na Carrer Ferrand, via exclusiva de pedestres, há boas opções para compras, com lojas sofisticadas, bares e casas de souvenir.
Foto 23 – Bar no Barri Gótico. Observe as encantadoras proporções.

EL BORN/LA RIBERA
Na Ribera, você penetra em um conjunto de encantadoras ruas medievais, como a conhecida Carrer Montcada, com vários palácios charmosos que expressam a prosperidade comercial da cidade, entre os séculos 13 e 15.
A parte mais próxima do mar - El Born - experimentou um processo de grande dinamização, com a instalação de bares, restaurantes, lojas de moda, mantendo, no entanto, o caráter original. Caminhe pelo Passeig Picasso e veja a estátua de Antoni Tapies, que homenageia o mestre Picasso. Próximo, fica a Estação de França.
Alguns destaques nessa área são imperdíveis. Recomendo a seguir.
Santa Maria Del Mar
Iniciada em 1329 e com elementos do século 15 (rosácea). Denominada a Catedral do Mar, é um exemplo majestoso da arquitetura gótica catalã. Ela impressiona pela sobriedade e elegância. Observe a proporção das três naves e os belos vitrais.
Foto 24 – Santa Maria del Mar, uma majestosa catedral com elementos do século 15, em El Born.

Museu Picasso – O museu ocupa 5 palácios do século 15 e possui o maior acervo do pintor na Espanha. O artista doou 2.500 pinturas e esculturas. O maior tesouro compreende as obras do período inicial do artista: azul e rosa, uma fase figurativa que surpreende para quem só conhece as obras posteriores de Picasso. Amei uma série de 59 pinturas baseadas na obra de Velazquez: As Meninas. Gostei também dos desenhos que o pintor fez das ruas de Barcelona.  Site: http://www.museupicasso.bcn.es/.
Foto 25 – Um dos palácios do século 15, onde está instalado o Museu Picasso que abriga um rico acervo da fase azul e rosa do pintor.

Palau de la Musica Catalan
Uma jóia do modernismo catalão, de mais de 100 anos, foi projetada por Lluis Domènech i Montaner. Tombado como patrimônio mundial em 1997. O exterior, mais discreto, não expressa o riquíssimo interior, repleto de cerâmicas, vidros coloridos e uma cúpula com vitrais nas cores amarela, azul e verde.

Foto 26 - Palau de la Musica Catalan: uma jóia do modernismo catalão, de mais de 100 anos. Assista a um show de flamenco, enquanto aprecia a impressionante riqueza do interior.

Essa magnífica sala de espetáculos sedia shows de música catalã. Aproveite e aprecie a beleza interior, assistindo a um espetáculo de Música Flamenca. É uma experiência pra lembrar a vida toda. O site oficial: http://www.palaumusica.org/.

Foto 27 - O incrível Palau de la Musica Catalan - uma riqueza impressionante de detalhes com mosaicos, vidros coloridos e uma cúpula extraordinária.
Se ainda tiver disposição, recomendo o Mercat Santa Caterina (1848; reforma 2005), primeiro mercado coberto da cidade, que ostenta um surpreendente telhado colorido e ondulado e o Mercat Del Born (1874).

2.       LAS RAMBLAS
Será que no mundo existe uma via mais graciosa? perguntava o grande escritor francês Victor Hugo.
Um dos caminhos/passeios mais movimentados do mundo. Na verdade, um grande calçadão, com um fluxo contínuo e intenso de pessoas que se divertem, conversam, passeiam, namoram e apreciam tapas, entre outros pratos típicos.
Las Ramblas, com quase 2 km de extensão, liga a Praça da Calalunha (uma das praças mais movimentadas da cidade) ao Porto - Port Vell, onde tem o final marcado pelo Monumento à Colombo. Um percurso mágico de descobertas: estátuas vivas bem criativas, pintores e desenhistas, bancas de flores e artesanato, mesas de bares/restaurantes, etc.

Foto 28- Las Ramblas, um dos caminhos/passeios mais movimentados do mundo.
Na verdade, Las Ramblas é a união de cinco trechos de vias distintos, com nomes específicos (por isso o nome no plural), no sentido do Porto: Rambla de Canaletes, Rambla dels Estudis, Rambla de les Flors, dels Caputxins, de Santa Monica. Até o século 14, era um córrego, daí o nome Rambla, que em árabe significa leito seco de rio.
Nas quadras, ao longo das Ramblas, está o Mercat de La Boqueria, o Gran Teatre del Liceu, o Palau de Guell (Rua de Sant Pau), primeira obra de Gaudi (1885), com imponentes chaminés cobertas de cerâmicas e vários outros edifícios criativos. Bem próximo (lado oposto ao Palau), fica a graciosa Plaça Reial, cercada por arcos e palmeiras. Hoje tem uma grande concentração de bares, restaurantes e cafés.
Foto 29 - Plaça Reial, um aconchegante lugar, para uma refeição, cercada por arcos e palmeiras.

Monument à Colom - Monumento à Colombo
Barcelona foi o lugar escolhido pelo grande navegador Cristóvão Colombo (que alguns catalões afirmam ser catalão, ao invés de genovês) no seu retorno, após descobrir a América em 1492. Colombo apresentou-se à corte itinerante de Fernando de Aragão e Isabel de Castela (reis espanhóis), que patrocinaram sua viagem.
O Monumento, do arquiteto Gaietà Buhigas (vencedor na competição de 27 projetos), foi inaugurado em 1º de junho de 1888, como parte das cerimônias da Exibição Universal, em 1988. O monumento, de quase 70 metros de altura, apresenta cenas da vida de Colombo na sua base.
No topo, está a estátua de bronze de Colombo que, supostamente, aponta para a América. Entretanto, a sua mão aponta para o Mar Mediterrâneo. Conta-se que o grande navegador não ficou satisfeito com a decisão dos reis de restringirem o comércio apenas ao Mediterrâneo.
Museu Marítimo
Aqui você pode apreciar e reviver o passado marítimo de Barcelona. O museu funciona em um antigo Estaleiro Real - Reais Drassanes, no final das Ramblas. Antigamente, esse estabelecimento, onde os navios passavam por manutenção, ficava à beira-mar. Veja a réplica de um navio do século 16, daqueles que partiam em expedições para terras distantes.

3.       BEIRA MAR E A BARCELONA DAS OLIMPÍADAS
A Beira Mar compreende o Porto Velho (Port Vell), em direção ao norte, as praias (platjas) de Sant Sebastià,  Barceloneta e Port Olimpic. Mais adiante estão: Platja Nova Icária, Platja del Bogatell, Platja Mar Bella (praia não oficial de naturismo).
Foto 30 - Praia de San Sebastiá, uma das praias revitalizadas com elementos modernos em Barcelona. Ao fundo, o World Trade Center.

A preparação para o evento Olímpico de 1992 revitalizou, de forma espetacular, toda a orla marítima de Barcelona, transformando essa região, antes degradada e esvaziada, em uma disputada área de lazer. A Vila Olímpica foi realizada segundo o  premiado projeto de urbanismo que reformou a beira mar, sob o comando de jovens arquitetos, designers e artistas.
Em Barcelona, nem toda arte fica dentro de museus. A paisagem urbana está cheia de esculturas e obras de arte, especialmente a orla marítima.

Foto 31 - Escultura na Praia de San Sebastiá.
Observem a Lagosta Gigante (Xavier Mariscal), a cabeça de Barcelona (Roy Lichtenstein), no  Moll de La Fusta, e o imenso Peixe de Frank Gehry, na Vila Olímpica.
Foto 32 - O museu ao ar livre de Barcelona - Lagosta Gigante (Xavier Mariscal).
Foto 33 - Outro acervo do museu ao ar livre - cabeça de Barcelona (Roy Lichtenstein).
Você pode fazer um agradável passeio de bicicleta na beira-mar, iniciando em Barceloneta, seguindo o Passeig Maritim no sentido Nordeste, em direção ao Porto Olímpico e Vila Olímpica. Percorre amplas avenidas, continua pelas praias de Nova Icária, del Bogatell e  Mar Bella (praia não oficial de naturismo), retornando pelo mesmo caminho.
PORT VELL
Compreende o Porto Antigo, revitalizado e cheio de atrações, pontuado por marcos arquitetônicos modernos. As atividades são voltadas para o mercado turístico e imobiliário e o espaço público recebe um tratamento paisagístico, com destaque para o mobiliário urbano de design arrojado.
Foto 34 - o Porto Antigo, revitalizado e cheio de atrações - Rambla del Mar.

No Moll de Fusta, em frente ao monumento à Colombo, está a Rambla del Mar, caminho que avança para o mar para dar acesso ao grande shopping center o Maremágnum e ao grandioso Aquário - L’Aquarium de Barcelona. Mais adiante, já no encontro com o Passeic de Borbó, está o Palau de Mar - Antigo Armazém do Porto (Museu de História da Catalunha).
Foto 35 - O grande shopping Maremágnum em Barcelona, com acesso pela Rambla del Mar.

BARCELONETA
Seguindo pelo Porto e pelo Passeig Joan de Borbó, você chega à Barceloneta.  Esta área passou por uma polêmica revitalização, como parte do projeto das Olimpíadas, que desalojou muitos moradores antigos,  em sua maioria, pescadores e trabalhadores do Porto. O local foi urbanizado, mas ainda conserva parte da atmosfera de uma vila. É uma boa parada para degustar frutos do mar e outras delícias. Há ótimas opções de aperitivos no Passeig Joan de Borbó.
PORT OLIMPIC
Seguindo o Passeig Maritim de La Barceloneta, você atinge a Vila Olímpica. O símbolo da renovação urbana e arquitetônico são as duas torres: Torre Arts (154 metros de altura), onde está o Hotel Arts, e a Torre Mapfre (154 metros de altura). Em frente, está a famosa escultura do peixe dourado - Fish de Frank Gehry. O espaço próximo ao Cassino oferece boas opções de gastronomia, especialmente no Moll del Gregal.

MONTJUIC
Uma colina, com vista privilegiada para o Mediterrâneo, situada junto ao porto, em cujo ponto mais alto encontra-se uma antiga fortaleza militar - Castell de Montjuic - que guardava a entrada de Barcelona pelo mar.
Foto 36 - Uma colina, com vista privilegiada para o Mediterrâneo – Montjuic.
Posteriormente, foram instalados grandes equipamentos esportivos, como o Estádio Olímpico Lluis Companys, o Palácio Sant Jordi e as Piscinas, tornando Montjuic um palco para as Olímpiadas de 1929 e 1992.
Constitui-se a maior área verde e de lazer de Barcelona, com vistas para a cidade e o mar. Possui muitos  miradores e atrativos e constitui-se a sede preferencial das grandes celebrações da cidade. Reserve, no mínimo, uma manhã para visitar esse imenso “parque”.
Recomendo utilizar o teleférico - “transbordador aèri” - que “sobrevoa” a área entre a praia de San Sebastià e Montjuic. As vistas são espetaculares, como você pode perceber nas imagens seguintes.
Foto 37 - O “transbordador aèri” que “sobrevoa” Montjuic até o Port Vell: Uma experiência fascinante.
Foto 38 - Vista 1 do Sobrevôo do transbordador aèri.
Foto 39 - Vista 2 do Sobrevôo do transbordador aèri.
Foto 40 - Vista 3 do Sobrevôo do transbordador aèri.
Em Montjuic, destaco algumas atrações abaixo. Se vier pela Plaça Espanya, seguir para o Museu, na ordem apresentada abaixo.
O MNCA - Museu Nacional  d’Art de  Calalunya, no Palau Nacional com a Font Mágica
Instalado no grandioso Palau Nacional, destaca-se por abrigar peças de arte românica resgatada em igrejas medievais da Catalunha - um incrível acervo de afrescos, altares e ícones. Outro destaque são as pinturas de renomados mestres espanhóis como Ribera, Velásquez e Zurbaran.

El Poble Espanhol - Trata-se de uma réplica de uma aldeia espanhola, um grande museu ao ar livre, construído para a Exposição Internacional de 1929.  Você pode conhecer a diversidade arquitetônica do país em um único lugar, que retrata mais de 100 estilos de construção, com reproduções reduzidas de casas, igrejas, ruas e praças. Lá dentro, tudo funciona como uma pequena cidade, com bares, restaurantes e lojas. Vale uma visita, pois há muito que se aproveitar nesse lugar de ambiência tão agradável. Site: http://www.poble-espanyol.com/pemsa/en.html.
Foto 41 - Poble Espanhol - réplica de uma aldeia espanhola. Você pode conhecer a diversidade arquitetônica do país em um único lugar.

Pavelló Mies van der Rohe - Um clássico do design do século 20 - linhas ortogonais puras e precisas. O pavilhão foi desmontado, mas reconstruído em 1985, para deleite de todos os amantes da arquitetura. Foi projetado pelo famoso arquiteto alemão, que criou esta estrutura para sediar o pavilhão da Alemanha em 1929. No interior, ver a réplica da famosa cadeira Barcelona.  Fica bem próximo ao Palau Nacional e à Fonte Mágica. Site oficial: http://www.miesbcn.com/.
A seguir apresento uma sequência de minha visita ao Pavilhão - Emocionante!


Foto 42 - Pavelló Mies van der Rohe 1. Um clássico do design do século 20.
Foto 43 - Pavelló Mies van der Rohe 2. Um clássico do design do século 20.

Foto 44 - Pavelló Mies van der Rohe 3. Um clássico do design do século 20.
Foto 45 - Pavelló Mies van der Rohe 4. Um clássico do design do século 20.


Fundação Joan Miró - Esse museu abriga 11 mil peças doadas pelo aclamado artista catalão Joan Miró. Este pintor e escultor criou uma linguagem única, que pode parecer primitiva para alguns. Suas obras são extravagantes e enigmáticas e abordam a sexualidade, a identidade catalã e a oposição à guerra civil espanhola. A arquitetura racionalista do museu (Josep Lluis Sert, 1975) é um espetáculo à parte, um espaço banhado por luz natural que exibe desenhos, telas, estudos e esculturas. Recomendo uma visita ao Jardim das esculturas e ao terraço para desfrutar as belas vistas da Cidade. Site oficial:  http://www.fundaciomiro-bcn.org/.

Foto 46 - Fundação Joan Miró - No Terraço você pode desfrutar as belas vistas.

4.       L’EIXAMPLE/GRACIA E OS TESOUROS MODERNISTAS
L’Eixample significa expansão, o novo bairro que liga a antiga cidade aos subúrbios (após a demolição da área fortificada em 1850). Foi projetado pelo urbanista Ildefons Cerdá como um tabuleiro de xadrez de blocos chanfrados, na busca de um urbanismo igualitário e racional (1859). O plano previa as construções no perímetro dos lotes, mas com 1 ou 2 lados não edificados, incorporando o espaço interior das quadras com as vias (o que não aconteceu). Neste bairro, ficam situadas as mais belas obras modernistas (à esquerda do Passeig de Gracia) - o lugar favorito para os amantes de arquitetura e de beleza.  Também é o centro comercial e de negócios da cidade.
O modernismo é caracterizado por suas formas orgânicas e a preponderância das curvas, algo que dá uma sensação de movimento a suas obras. Tendo como fonte de inspiração a natureza, outro de seus aspectos mais presentes é sua ornamentação com formas vegetais.
O Modernismo catalão adquiriu tal personalidade que não encontra similaridade em nenhum outro lugar. O incrível conjunto de construções modernistas deram ao bairro de L’Eixample o apelido de – El Quadrat d’Or, consolidando o estilo Arte Noveau Catalão, projetado por artistas reconhecidos, incluindo Gaudi, nos séculos 19 e 20. Entre os tesouros modernistas, encontrados no L’Eixample, destacam-se: Casa Batlló, Casa Amatller, Casa Lleó Morera e Fundació Antoni Tapies (todas à esquerda do Passeig de Gracia); Casa Pedrera, Palau Baró de Quadras e Casa Terrades (todas no lado direito do Passeig), próximas à Avinguda Diagonal.
Até mesmo as ruas são ornamentadas! Observem, na área perto de La Pedrera, o pavimento das calçadas em temas marinhos e os bancos cobertos de mosaicos, dos quais saem postes de luz, feitos de ferro.
O Projeto “Ruta Del Modernisme” que agrega todas as entidades envolvidas na conservação e promoção do impressionante patrimônio modernista, em Barcelona, convida e oferece a você uma forma original de conhecer esse tesouro modernista.
Na chamada Ilha da Discórdia, assim chamada por abrigar 3 casas de estilos diversos, que competem pela beleza e singularidade, estão a Casa Batlló, Casa Amatller e a Casa LLeó Moreira.
Casa Batlló
Fabulosa mansão construída, em 1904, por Gaudi para o empresário Josep Batlló. Brilhante e colorida, a fachada parece coberta de escamas de peixe. O telhado lembra a espinha dorsal de um dragão. O interior prolonga o universo de sonhos: detalhes instigantes, luzes, vitrais coloridos e forros de teto. Observem a escadaria, a lareira, em forma de cogumelo, e o corredor com colunas que parecem ossos. Site oficial: www.casabatllo.es.
Foto 47 - Casa Batlló, Fabulosa mansão construída em 1904 por Gaudi para o empresário Josep Batlló.
Casa Amatller
Obra talentosa de Puig i Cadafalch, em estilo neogótico, de influência mudéjar (mourisca), que reforça seu desejo de romper com o rigor geométrico do traçado do bairro.  A fachada lembra um palácio medieval. Consultar: www.amatller.org.

Foto 48 - Casa Amatller, obra talentosa de Puig i Cadafalch, em estilo neogótico, de influência mudéjar (mourisca).
Foto 49 - Casa Amatller, detalhe da obra talentosa de Puig i Cadafalch, em estilo neogótico, de influência mudéjar (mourisca).

Casa LLeó Moreira
Obra de Domènech i Montaner (1906), a mais sóbria do conjunto da quadra.
Foto 50 - Casa LLeó Moreira, Obra de Domènech i Montaner (1906).
Foto 51 – detalhe da Casa LLeó Moreira, Obra de Domènech i Montaner (1906).


Fundação Antonio Tàpies
Importante obra (1879) de Domènech i Montaner, inspirada no estilo neomudéjar. A fundação abriga as obras desse artista expressionista que utiliza colagens ou mistura de materiais, como terra, areia e meias. Seu trabalho possui forte carga religiosa e política. Observar, no alto do museu, a obra Nuvem e Cadeira que recebeu violentas críticas. Site oficial: www.fundaciotapies.org.

Casa Milà - La Pedrera
Foto 52 - A impressionante Casa Milà - La Pedrera. Lembra um penhasco erodido pelo mar e pelo vento, ondas de lava ou uma duna de areia...ou o que a imaginação lhe apresenta.

Alguns afirmam que La Pedrera lembra um penhasco erodido pelo mar e pelo vento, ondas de larva vulcânica ou uma duna de areia... Gaudi (1905) expressou sua criatividade na fachada, modelando-a com cavidades, relevos e sinuosidades. Também exercitou sua fantasia nas colunas do teto e nas surpreendentes chaminés do telhado. Não perca a decoração interior de um apartamento decorado, que recria os hábitos da vida burguesa do início do século 20. Não deixe de visitar  os impressionantes telhados. Há um espaço de exibição no sótão, que apresenta aspectos da obra deste grande mestre. Site oficial: www.lapedreraeducacio.org.
Catedral da Sagrada Família
Ícone e símbolo de Barcelona, a catedral foi iniciada em 1882. Fica no lado direito do Eixample.

Trata-se de uma obra prima lendária e inacabada do visionário gênio Gaudi, que dedicou mais de 40 anos a sua construção. Esta monumental obra, a maior do mundo, cujas espirais atingem cerca de 170 metros de altura, abrigaria cerca de 14 mil pessoas.
Foto 53 - A majestosa Catedral da Sagrada Família. Um impacto ao sair da estação do Metrô - Fachada Natividade.
O templo é exuberante e vertical, suas espirais lembram velas derretendo. As três fachadas são extraordinárias: Natividade (leste, quase concluída por Gaudi), Paixão (a oeste, confiada ao escultor Subirachs) e a Glória (ressureição). Todo o monumento é uma alegoria da fé cristã, com uma riqueza e complexidade de símbolos que retratam uma explicação visual dos mistérios da fé.
Foto 54 - A imponente Catedral da Sagrada Família - obra de Gaudi, fachada que representa a Paixão.

Gaudi projetou nas quatro torres, 12 espirais, uma para cada apóstolo. Ainda estão para serem concluídas mais seis torres: a dos 4 evangelistas, a da Virgem e a mais alta para Jesus Cristo. Ao todo, serão 18 torres.
O templo da Sagrada Família supera os seus sonhos mais fantásticos. Gaudi tentou concluir sua grandiosa obra, mas a morte prematura o impediu de fazê-lo (deixou quase concluída a fachada da Natividade). Com base nos poucos desenhos, modelos e maquetes de Gaudi, algumas equipes, ao longo do tempo, prosseguiram no desafio de concluir a sua obra prima. A fachada da Paixão foi concluída e a fachada da Glória/Ressureição, a mais complexa, ainda está em construção.  Após quase um século, as obras estão ainda pela metade. Pela complexidade e singularidade do projeto, é difícil prever o tempo necessário para o término das obras. Algumas fontes estimam sua conclusão em 2040.  Site oficial: www.sagradafamilia.org.
Foto 55 - A majestosa Catedral da Sagrada Família. Na entrada do Templo da fachada da Paixão, os grandes portões reproduzem textos bíblicos em várias línguas. Observe a coluna da flagelação e, logo atrás, uma gravura de alfa e ômega.
Foto 56 - O Interior da Sagrada Família: Gaudi desenvolveu uma estrutura complexa, como um conjunto de colunas (árvores) para sustentar as abóbadas.

Enquanto isso, um grande número de pessoas tentam contribuir, na sua imaginação, para a conclusão do templo e atender aos desejos de Gaudi, pelo menos visualmente. Selecionei alguns vídeos que exibem a catedral concluída:

PARC GUELL
Bem ao Norte da Travessera de Gracia, fica o famoso Parque Guell, um incrível e lúdico parque projetado por Gaudi. Tome o metrô da Plaça Lesseps e depois caminhe 20 minutos.

Foto 57 - Parque Guell, um incrível e lúdico parque projetado por Gaudi. Observe nos portões de entrada as duas casinhas encimadas por cogumelos.

A função original desse espaço era de um condomínio baseado no conceito de cidade-jardim para 60 famílias ricas construirem suas casas (1900-1914). No entanto e para a felicidade geral de todos os amantes da arquitetura, o empreendimento foi um fracasso, pois os ricos burgueses, naquela época, não quiseram viver longe do centro de Barcelona, com todas as vantagens culturais e sociais. Naquele tempo, a ecologia e o verde não atraía tanto! Mais tarde, o proprietário Eusebi Guell doou a área à prefeitura que a transformou em um parque.
Foto 58 - Parque Guell: a Sala das 100 colunas, projetada para abrigar o mercado do condomínio com 86 colunas dóricas inclinadas, que sustentam a esplanada acima, onde está o imenso banco ondulante coberto de mosaicos coloridos.
Tudo no parque é singular! Observe a Sala das 100 colunas, projetada para abrigar o mercado do condomínio (86 colunas dóricas inclinadas sustentam a esplanada acima) e a escada com o famoso largato/dragão colorido de mosaico (referente à lenda de São Jorge). Os portões de entrada incluem duas casinhas encimadas por cogumelos (a da direita, com o cogumelo vermelho com pontos brancos, e a da esquerda, com o cogumelo de formato fálico, com a cruz padrão de Gaudi). Na esplanada está o imenso banco ondulante e curvilíneo, coberto de mosaicos coloridos e, mais adiante, a casa chalé onde Gaudi morou por mais de 20 anos.
Foto 59 - Parque Guell: o famoso e disputado largato/dragão colorido de mosaicos, referente à lenda de São Jorge - o Padroeiro de Barcelona.

Nesse parque, a técnica de trencadis, ou aplicação de cacos de cerâmica, foi largamente utilizada. Conta-se que o responsável pela montagem do banco foi o jovem arquiteto Josep Maria Jujol. Segundo informações da época, o incrível Francesc Berenguer i Mestres (que largou a escola de arquitetura aos 20 anos para trabalhar com Gaudi) tornou-se indispensável para a produtividade do Mestre, em todas as suas obras.

Foto 60 - Parque Guell: Um detalhe das casas de entrada, como cogumelos e cobertas de mosaicos.

Você pode desfrutar de uma vista privilegiada, a partir do Parque Guell: ao fundo, as cores da cidade e, mais além, o Mediterrâneo. Site: http://www.parkguell.es/.
Para entender melhor sobre o modernismo e apreciar, com mais propriedade, as obras dos grandes mestres, recomendo alguns sites:
E, se você é amante das obras do grande mestre do Surrealismo: Salvador Dali planeje  visitar o “Triângulo de Dali”, na região de Empordà, onde três locais, associados à vida  do pintor (o museu em Figueres, projetado pelo mesmo, e duas outras casas), constituem atrações obrigatórias para os admiradores do polêmico artista. A região fica distante 150 km de Barcelona. Não tive tempo, mas gostaria muito de visitar o “Triângulo de Dali”.  Sobre Dali consultar: www.salvador-dali.org/.

CONCLUINDO
Vivenciei uma experiência única e emocionante ao visitar Barcelona: conhecer, ao vivo, as obras dos grandes mestres do modernismo e, também, as experiências urbanísticas inovadoras de uma cidade que continua a avançar/inovar e a surpreender o mundo. Agregado a tudo isso, Barcelona é diversa e vibrante - a arte não é apenas contemplada, mas vivenciada por todos. Independente de prévio conhecimento artístico, ela emociona, cativa e participa do cotidiano de moradores e turistas. Um ambiente de elevada qualidade, impregnado de sal, cores, cheiros, sabores e formas e, sobretudo, de arte, muita arte.  Enfim, Barcelona agrada a todos os gostos! 
Um abraço,
Santamaria
Guias que utilizei no planejamento desta viagem e que recomendo:
Guia Barcelona – Dia a dia. Frommer’s. Publifolha
Barcelona – Seu guia passo a passo. Publifolha
Guia de passeios – Barcelona – Roteiros pra você explorar a cidade a pé.

3 comentários:

  1. Uma cidade a ser visitadas por todos nós, estudantes de arquitetura,

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  2. Atiçou ainda mais meu desejo de conhecer Barcelona.
    Muito bom, parabéns mesmo!!!

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